6.13.2011

3.24.2011

Graphitte

Design | Visual Complexity


Rachel Ratner, Keith Whiteman, Golf Sinteppadon

http://www.seattlebandmap.com/

Project Description:
The Seattle Band Map is a project that showcases the northwest's vibrant music scene by documenting the thousands of bands who have performed throughout the decades; it also explores how these bands are interconnected through personal relationships and collaborations.

This project aims to diversify the audience for and broaden the understanding of Seattle's music scene, while spotlighting unrepresented artists and musical genres. Seattle has long been known as a hotbed of musical creativity, from the thriving 60s and early 70s Soul and Funk scene, to the 90s grunge movement. Music continues to thrive in Seattle, and the authors see the Seattle Band Map as an opportunity to keep it in the forefront of people's minds.

10.06.2010

Cinema | LE CHARME DISCRET DE LA BOURGEOISIE _ LUIS BUÑUEL



LE CHARME DISCRET DE LA BOURGEOISIE – LUIS BUÑUEL

Os lugares narrativos da fábula

Se a narrativa possui as suas estruturas-tipo, a fábula também se apresenta sob a forma de lugares narrativos bem reconhecíveis. As estruturas da narrativa têm a ver com a organização do discurso enquanto que os lugares narrativos da fábula se referem às modalidades em que a história está representada dentro das coordenadas espácio-temporais do texto fílmico. Aparentemente, na multiplicidade das construções narrativas, esconde se apenas um número limitado e repetido de situações dramáticas. À primeira vista, e a grosso modo, pensa-se que todo filme conta uma história diferente. Daí vem a necessidade de se aplacar esta impressão de multiplicidade – uma ilusão! – através de um mecanismo redutor que faça esclarecer os arquétipos do gênero fabulístico. Com maior frequência, quatro são os mais utilizados lugares narrativos na fábula: a viagem, a educação sentimental, a investigação, e o elemento deflagrador.

Architecture | Sobre um espelho em Veneza_ ESMoura + Ângelo de Sousa




Um plano espelhado, suportado por vigas que atravessavam as janelas da Fundaco Marcello, no Canal Grande, era o objecto central da representação portuguesa na Bienal de Veneza, comissariada por José Gil e Joaquim Moreno. Numa leitura imediata, este elemento completava a frente do armazém de um só piso e estabelecia uma continuidade de alinhamento com os edifícios adjacentes. O uso de uma superfície espelhada acrescentava uma certa dose de provocação, tendo em conta o actual conservadorismo de Veneza; afinal, as superfícies envidraçadas e neutras são o símbolo maior da temida “cidade moderna”.
Os autores da intervenção, Eduardo Souto de Moura e Ângelo de Sousa, assumiram ainda a referência ao famoso desenho de Robert Venturi onde consta um volume banal com um cartaz que proclama: “I Am a Monument” (à época, um “contra-projecto” para o Boston City Hall). No decorrer do processo, chegaram a contemplar a hipótese de recorrer a essa frase, e inscrevê-la no plano, ou a uma alternativa: “Io Sono un Specchio” (talvez um cruzamento invulgar de Venturi com o Magritte de Ceci n’est pas une pipe). O desenho de Venturi é uma aplicação da teoria do “decorated shed” (barraco decorado), um tema encontrado em Learning From Las Vegas1: a arquitectura podia afinal ser fancy e chã, já que um elemento decorativo sobreposto faria a festa. Aí está uma arquitectura “populista”.

in J.A