O Royal Institute of British Architects (RIBA) atribuiu ao arquitecto português radicado na Bartlett School of Architecture de Londres, Marcos Cruz, o prémio de investigação destinado aos trabalhos de doutoramento – uma das três categorias de prémios anuais que a organização dos arquitectos britânicos concede.
A tese «O Corpo Habitável da Arquitectura (The Inhabitable Flesh of Architecture»), terminada em 2007, «examina a uma nova luz o trabalho protagonizado pelos arquitectos do movimento moderno propondo novas atitudes em relação ao espaço, à materialidade e à estética. Marcos Cruz escreve "que o objectivo é establecer um debate em que a experimentação, as tecnologias e as formas de progresso não excluam a liberdade e a poesia dos arquitectos como pensadores criativos."
"It is more and more widely recognized today that there is some essential ingredient missing from artificial cities. When compared with ancient cities that have acquired the patina of life, our modern attempts to create cities artificially are, from a human point of view, entirely unsuccessful."
Christhopher Alexander -Uma cidade não é uma árvore, (traduzido e publicado em Portugal em 1967, na "Arquitectura. Revista de Arte e Construção", nº 95, pp. 22-29. É um artigo pequeno e de fácil manuseamento, é também de salientar que o autor não se apresenta contra a construção de "cidades artificiais", mas sim contra a sua construção com base numa organização em árvore/retícula, propondo como alternativa melhor a "semi-retícula". )
Dead Combo(2001): Tó Trips (guitarra) e Pedro Gonçalves (contrabaixo).
Lançaram o seu primeiro disco, Vol. I, pela Transformadores, pelo meio gravaram um tema para a compilação de homenagem a Carlos Paredes intitulado "Paredes Ambience", compuseram a banda sonora de Sudwestern - Un Duelo En El Barrio e Guitarra com Gente Lá Dentro de Edgar Pêra, e deram um número considerável de concertos. Os Dead Combo pegam na essência do fado e cobrem-no com pó vindo do Western, e, nas palavras dos próprios, “tocam Lisboa, a cidade do campo, das chaminés e das cúpulas brancas, cenários de um passado perdido, o fado, o Western vadio, tudo junto num voodoo de emoções, clichés e histórias entre o Tejo, as estradas do sul, os amantes desencontrados, anjos abandonados nas encruzilhadas do destino, vozes de mulheres, flores com cores trocadas, santos, câmaras ardentes, guitarras despidas, cuspidas e deitadas à rua, contrabaixos em fogo, cartolas, galinhas à solta e coisas que rolam na rua”.
Não pretendo acrescentar nem mais uma palavra a esta belissíma caracterização de tudo que é invocado quando nos damos por perdidos neste fantástico mundo que os Dead Combo nos entrega. Quando ouvi pela primeira vez o tema "Quando a Alma não é pequena" , senti uma nostalgia por algo que não sabia ao certo o que era, daí comecar a vaguear pelos acordes trilitantes de notas desajeitadas. E então entendi-me, (como diria o meu querido amigo Buinhas) "sabes querida,é como a lua. Recorda-te a ti ".
"A collaboration work with the fashion designer Yoshio Kubo. With the theme of "Dead Flower", this renders the world of dead flowers with pressed flowers that are inorganic but have unique colors and textures."
WOW TENSPACE
"The space between the number on count-up. That space is what we consider as time itself.We creates that time of the space as an image into the three dimension world.Eleven of "IKEBANAS" are created as three dimension object and arranged into the vast space.The camera sequentially cathes those works like being thrown into the flow of time one by one."
A propósito de uma discusão pertinente sobre o acontecimento do surrealismo no cinema, foi.me apresentado o cineasta Luís Buñuel. Aqui fica uma síntese do trabalho do autor, (os diálogos podem.se tornar um pouquinho aborrecidos, mas vale a pena ver a apresentação, clarifica bem o propósito e o conteúdo ).
Belle de Jour_starring Catherine Deneuve_France, 1966
(...)Em Belle de Jour, o carácter onírico dos filmes de Buñuel acentua-se a um ponto limite. Nunca sabemos bem quando Séverine está a sonhar, a recordar ou a viver, a ambiguidade que começa no início (genérico com a carruagem e os obcecantes guizos da banda sonora) e se mantém até ao fim, quando Pierre se levanta aparentemente curado e se repete a imagem inicial (só que, nesse último plano, os cocheiros conduzem uma carruagem vazia).
Tudo começa e tudo acaba numa tarde de Outono, num parque, com folhas caídas pelo chão. Na banda sonora ouvimos o barulho da carruagem e uns guizos que não são muito plausíveis. No inicio da sequência, existe uma conversa banal do casal burguês com referências implícitas à frigidez de Séverine (mais uma vez, é tentadora a aproximação com o mundo de Hitchcock e com a frígida Marnie). A “belle de nuit” transforma-se então em “belle de jour”, gata borralheira ao contrário. Na sucessão das espantosas personagens que entram naquela casa, uma há que ganha relevo especial: o professor masoquista, com a sua assombrosa metamorfose, perante o qual Séverine é incapaz de representar um papel que, fundamentalmente, é seu.
Aqui se resume a suprema astúcia de Buñuel: coloca-nos na posição e na perversão de Séverine, sempre querendo ver mais, sempre nos sendo frustrada a visão. A tal confusão entre o real e o imaginário provém desse mesmo, “catecismo do travesti”, para usar uma expressão de Camoli. Se nunca sabemos bem onde estamos, se nos perdemos nas máscaras, é porque o nosso desejo é semelhante ao de Séverine, com ela apagando quando a luz se faz na sala, os traços comprometedores da obscuridade. (...)
O projecto apresentado por Zaha Hadid ganhou o primeiro lugar no Concurso Internacional para a 'Dongdaemun world Complex Park & Design', realizada pelo Governo Metropolitano de Seul, em Abril de 2007.
Segundo o júri, o projecto incorpora preocupações históricas, culturais e económicas de significados importantes para o conceito proposto em concurso. Zaha apelidou a sua proposta de "Metonymic Landscape"e ganhou o concurso "especialmente porque o seu trabalho revelou uma grande harmonia entre a natureza e arquitectura, preocupações consistentes nos pontos de vista da concepção", disse o professor Jonathan Barnett, chefe do membro da comissão do júri. O Governo de Seul convidou oito ateliers mundialmente famosos para transformar o estádio Dongdaemun e os seus arredores num parque de grande escala, e construir um modelo complexo para impulsionar as indústrias locais moda e do design.
O Complexo projecto está programado para ser concluído em março de 2010.
Para todos os que pediram novidades no último mês, as minhas desculpas! Esta época intermédia de exames ocupa-me o tempo todo disponível, e o que resta aproveito para poder fugir um pouco da rotina e partir em descoberta! Assim que voltar, prometo actualizar o blog com novidades fresquinhas! Beijinhos e abraços!